A Polícia Penal do Espírito Santo, em ação conjunta com a Polícia Civil, deflagrou nesta quarta-feira (29) a Operação Falsária 2, que resultou na prisão preventiva de uma mulher de 55 anos, identificada pelas iniciais T.B.N. Ela é investigada por uso de documento falso e exercício irregular da advocacia no sistema prisional capixaba.
O mandado de prisão preventiva foi expedido no dia 28 de abril de 2026 pela 2ª Vara Criminal Regional de Itapemirim e Marataízes. Na mesma decisão, o juízo recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo e determinou a suspensão do exercício da advocacia pela investigada.
As investigações apontaram que T.B.N. utilizou um certificado falso de aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), datado em 1992 — anterior à sua graduação em Direito, concluída em 2015. Com o documento fraudado, ela solicitou, em 2017, a emissão de segunda via junto à seccional da Paraíba, obtendo inscrição e carteira profissional de forma irregular.
Consultas realizadas junto à Fundação Getúlio Vargas não identificaram aprovação da investigada em exames da OAB, e a própria seccional confirmou posteriormente a fraude documental.
De posse da carteira obtida irregularmente, T.B.N. realizou 218 atendimentos a internos do sistema prisional do Espírito Santo, principalmente em unidades de segurança máxima. Segundo as investigações, ela atuava como intermediária de comunicações entre custodiados e o meio externo, além de protocolar documentos em processos judiciais.
As apurações também indicam que a investigada manteve contato com custodiados de alta periculosidade, evidenciando a gravidade dos fatos e o impacto potencial de sua atuação no sistema prisional.
Texto: Gabriela Cerqueira Henriquez/ Ascom PPES
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